Este meu post deveria ter nascido no dia 29 de novembro de 2011, quando minha vida deu uma guinada rumo a um caminho sem volta, sem muitas certezas e cheio de alegrias. Nasceram nessa data João e Ísis, que vieram dar aos meus dias o mais puro sentido de viver: amar acima de tudo.
Os planos de falar sobre a minha experiência e ouvir a de outras mães de gêmeos não começou mesmo quando planejei, mas foi bom. A primeira lição de ser uma mãe real de gêmeos e de qualquer outro filho nascido desacompanhado ou rodeado de irmãos é que a vida de mãe é não ter script e viver cada momento e dia até ver os filhos crescerem.
O primeiro fato fora da vida até então tão planejadinha foi a bolsa sendo rota na 34 semana pela menina Ísis. No dia só pensei em como seria tê-los nos meus braços, mas não os tive. Foram para a incubadora por conta da prematuridade. A mãe de primeira viagem viu que na seara da criação os filhos pregam suas peças e a nós só cabe acompanhá-los e não permitir que nada de mal os acometa.
Vi na UTI neonatal o quão difícil é lutar com as dificuldades de ver seu filho ou filhos lutando para encarar o mundo a que chegaram. Cada história, cada mãe. Tantas lágrimas e força ao mesmo tempo. Eu ali esperando que os meus ganhassem peso e tantas outras esperando que eles tivessem uma vida melhor depois de complicações de saúde. No entanto, éramos todas mães: sensíveis, fortes, leoas, tudo ao mesmo tempo junto de seus filhos.
Meus pequenos nasceram com 32 semanas e ficamos internados por 21 dias e ate hoje, quando me lembro de tudo, tenho vontade de chorar porque me orgulho de ter tido forca para encarar o desafio. Admiro todas as maes que passaram ou estao passando por isso. A internacao de um filho transforma a mulher numa guerreira que nem ela mesma acreditava ser.
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