terça-feira, 29 de março de 2011
Me ligaram para todo o sempre
Olha nunca pensei ter tanta energia. Depois que os meus filhos nasceram, a sensação que tenho é que nunca mais desligarei. Sempre ouvirei o choro, os gritinhos e tudo deles. Não dormirei até vê-los descansando também. Que chorarei de preocupação, de alegria, de amor etc. Enfim, despertei para todo o sempre para uma nova vida...
terça-feira, 22 de março de 2011
Você saberá o que eles têm
No primeiro mês com meus filhos, eu ficava com várias dúvidas sobre o motivo do choros deles. Será cólica? Será fome? Será alguma dor diferente? O que acabou acontecendo foi o que uma amiga já tinha me dito: você vai acabar descobrindo e passando a reconhecer o que tá rolando. E não é que você aprende mesmo.
Com um pouquinho de paciência, a gente entende até rapidinho. Basta parar e observar os pequenos. E ah, vale acreditar no sexto sentido. Se já funciona bem com as mulheres, imagina entre as mulheres e seus babies.
Sempre tem a nossa mãe, sogra, uma tia, uma amiga para palpitar. Eu acabei escutando várias delas, mas na prática segui meu coração. E estou muito feliz de hoje sentir que os vejo e os conheço, os conheço mesmo. A frase mais perto do sentimento que tenho é: como fiquei tanto tempo sem tê-los comigo?
Com um pouquinho de paciência, a gente entende até rapidinho. Basta parar e observar os pequenos. E ah, vale acreditar no sexto sentido. Se já funciona bem com as mulheres, imagina entre as mulheres e seus babies.
Sempre tem a nossa mãe, sogra, uma tia, uma amiga para palpitar. Eu acabei escutando várias delas, mas na prática segui meu coração. E estou muito feliz de hoje sentir que os vejo e os conheço, os conheço mesmo. A frase mais perto do sentimento que tenho é: como fiquei tanto tempo sem tê-los comigo?
quinta-feira, 17 de março de 2011
Agora é com você
Das coisas que ainda me deixam insegura, como se fossem poucas essas coisas, é a amamentação. Gente, não bastasse ser uma super responsabilidade se manter bem e ter toda a disposição e persistência que a amamentação requer em casos normais, imaginem com dois prematurinhos. Será que eles comeram bem? Devo tentar mais o peito? O complemento é realmente necessário? E se eles abandonam o peito? Nossa. Não acabam os questionamentos.
Eu até gostaria de ter ouvido mais mães de gêmeos antes, mas agora que já se passaram quase quatro meses eu prefiro seguir forte na minha decisão, pois se tem uma coisa que se aprende ao ter filhos é a usar toda a sua intuição para agir com eles. E não tem jeito. Quem vai resolver mesmo quase tudo é você. E hoje eu acredito que é o melhor caminho. Escute, escute, mas resolva pelo seu coração depois.
O caminho que escolhi foi sempre oferecer o peito para os dois e depois tentar uma mamadeira só para garantir. Sem forçá-los a tomar. Na verdade adoro quando eles não tomam nada porque sei que o peito deu conta da fome. Dá um trabalho administrar as duas coisas, mas fico feliz em saber que assim eu percebo exatamente como cada um é, seus horários de mais fome, o mais guloso e ainda garanto o leite materno como primeira opção.
Sei que muitos colocam que é possível amamentar só no peito e até conheço quem fez isso e deu tudo certo, mas com os meus filhos ficou claro que algumas vezes eles saem do peito e ainda querem mais. E dando o peito para os dois não dava para ficar oferecendo os dois lados para cada um, pois muitas vezes mamam um seguido do outro. Alguém ficaria com fome.
Bem, essa foi a minha experiência. No entanto, acho que cada mãe deve fazer o que pode e o máximo para que o leite materno seja oferecido.
Eu até gostaria de ter ouvido mais mães de gêmeos antes, mas agora que já se passaram quase quatro meses eu prefiro seguir forte na minha decisão, pois se tem uma coisa que se aprende ao ter filhos é a usar toda a sua intuição para agir com eles. E não tem jeito. Quem vai resolver mesmo quase tudo é você. E hoje eu acredito que é o melhor caminho. Escute, escute, mas resolva pelo seu coração depois.
O caminho que escolhi foi sempre oferecer o peito para os dois e depois tentar uma mamadeira só para garantir. Sem forçá-los a tomar. Na verdade adoro quando eles não tomam nada porque sei que o peito deu conta da fome. Dá um trabalho administrar as duas coisas, mas fico feliz em saber que assim eu percebo exatamente como cada um é, seus horários de mais fome, o mais guloso e ainda garanto o leite materno como primeira opção.
Sei que muitos colocam que é possível amamentar só no peito e até conheço quem fez isso e deu tudo certo, mas com os meus filhos ficou claro que algumas vezes eles saem do peito e ainda querem mais. E dando o peito para os dois não dava para ficar oferecendo os dois lados para cada um, pois muitas vezes mamam um seguido do outro. Alguém ficaria com fome.
Bem, essa foi a minha experiência. No entanto, acho que cada mãe deve fazer o que pode e o máximo para que o leite materno seja oferecido.
domingo, 13 de março de 2011
Nasceu
Este meu post deveria ter nascido no dia 29 de novembro de 2011, quando minha vida deu uma guinada rumo a um caminho sem volta, sem muitas certezas e cheio de alegrias. Nasceram nessa data João e Ísis, que vieram dar aos meus dias o mais puro sentido de viver: amar acima de tudo.
Os planos de falar sobre a minha experiência e ouvir a de outras mães de gêmeos não começou mesmo quando planejei, mas foi bom. A primeira lição de ser uma mãe real de gêmeos e de qualquer outro filho nascido desacompanhado ou rodeado de irmãos é que a vida de mãe é não ter script e viver cada momento e dia até ver os filhos crescerem.
O primeiro fato fora da vida até então tão planejadinha foi a bolsa sendo rota na 34 semana pela menina Ísis. No dia só pensei em como seria tê-los nos meus braços, mas não os tive. Foram para a incubadora por conta da prematuridade. A mãe de primeira viagem viu que na seara da criação os filhos pregam suas peças e a nós só cabe acompanhá-los e não permitir que nada de mal os acometa.
Vi na UTI neonatal o quão difícil é lutar com as dificuldades de ver seu filho ou filhos lutando para encarar o mundo a que chegaram. Cada história, cada mãe. Tantas lágrimas e força ao mesmo tempo. Eu ali esperando que os meus ganhassem peso e tantas outras esperando que eles tivessem uma vida melhor depois de complicações de saúde. No entanto, éramos todas mães: sensíveis, fortes, leoas, tudo ao mesmo tempo junto de seus filhos.
Os planos de falar sobre a minha experiência e ouvir a de outras mães de gêmeos não começou mesmo quando planejei, mas foi bom. A primeira lição de ser uma mãe real de gêmeos e de qualquer outro filho nascido desacompanhado ou rodeado de irmãos é que a vida de mãe é não ter script e viver cada momento e dia até ver os filhos crescerem.
O primeiro fato fora da vida até então tão planejadinha foi a bolsa sendo rota na 34 semana pela menina Ísis. No dia só pensei em como seria tê-los nos meus braços, mas não os tive. Foram para a incubadora por conta da prematuridade. A mãe de primeira viagem viu que na seara da criação os filhos pregam suas peças e a nós só cabe acompanhá-los e não permitir que nada de mal os acometa.
Vi na UTI neonatal o quão difícil é lutar com as dificuldades de ver seu filho ou filhos lutando para encarar o mundo a que chegaram. Cada história, cada mãe. Tantas lágrimas e força ao mesmo tempo. Eu ali esperando que os meus ganhassem peso e tantas outras esperando que eles tivessem uma vida melhor depois de complicações de saúde. No entanto, éramos todas mães: sensíveis, fortes, leoas, tudo ao mesmo tempo junto de seus filhos.
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